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A Nossa História

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O Despertar dos Sentidos em Marrocos

El Jadida –
Em ruas Portuguesas, do tempo das conquistas Terra, no passado, de vários reinos(…)” que com El Ksar El Kebir (Alcacer Quibir) foi servir de pesadelo a um Povo do outro lado do mar(…)”
Fernando Venâncio (in Expresso, 16 Junho 2001)

Com a conquista de Ceuta em 1415, inicia-se a expansão colonial Portuguesa… Depois segue-se, em 1471 a conquista de Arzila e Tanger, em 1480 Safim coloca-se sob suserania portuguesa, em 1483 é estabelecida a feitoria de Orão, em 1486 é a vez de Azamor recorrer à tutela portuguesa, em 1502 a conquista de Mazagão. Rei dos Algarves D’Aquém e D’Além-Mar, reza assim a história como sendo o título dos Reis Portugueses, que levaram a cabo, com roubos e chacinas, esta política de ocupação territorial no Norte de África, para estabelecer bases cristãs de pirataria, procurando enfraquecer o poderio Muçulmano no Ocidente, presente desde o século VIII, e assim garantir a segurança nos mares das rotas comerciais portuguesas.

Porto – Horas de Ceuta

Porto que viste o fogo, o sangue e os lutos, que formaram cortejo
Tomás Ribeiro

Em dedicação ao rei e em patriotismo mais uma vez o Porto se manifesta famosamente. Ceuta é um pouco obra sua, custou-lhe sangue e dobras regista Macedo Lopes. Enorme foi o auxílio prestado; por isso Ricardo Jorge garantiu que materialmente aqui germinou a vasta empresa. O Conde D. Henrique devia organizar a frota do Porto e nos estaleiros de Miragaia e Maçarelos foram armadas 70 naus e barcas, além de muitas fustas, parte à custa do burgo. À custa do mesmo se fez todo o provimento de boca, na mor abundância e da melhor qualidade, mercê da mais nobre das abnegações, que lhe conquistou o glorioso apodo de tripeiro.
Carlos de Passos (in Enciclopédia pela Imagem ed. Lello & Irmão)

O Projecto

Ao longo de meses preparamo-nos para iniciar a nossa expansão pacífica fora da Europa. A vontade de conhecer outros Povos, outras Religiões, outras Culturas teve como lema “Somos todos diferentes, e afinal todos iguais”. Do muito que tínhamos lido, quase podíamos afirmar já conhecer Marrocos e sabíamos que:

A Oeste está o Atlântico. E a Norte o Mediterrâneo. A uni-los há uma moldura espantosa de praias de areia dourada e baías de sonho, com vista única para o repouso e a alegria das férias da Agadir, ou para as águas cálidas e transparentes de Al Hoceima, Cabo Negro ou Saïdia, sempre à beira do sabor puro das ostras, dos mariscos e do peixe fresco, ou de notáveis colecções de cidades brancas e das históricas fortalezas portuguesas de Tânger, Asilah, Larache, El Jadida, Safi e Essaouira, abraçadas pela brisa do mar e do deserto que, tal como o chá de menta, aquece e refresca ao mesmo tempo.

Desde o Estreito de Gibraltar à Mauritânia, o tempo e as civilizações fizeram de Marrocos um país admirável, com um passado cheio de monumentos pré-históricos, cidades romanas, exóticos souks e kasbahs apinhados de especiarias, de tecidos e de vida, autênticos museus vivos rodeados de tesouros artísticos, feitos à mão sobre metal dourado, couro, madeira, estuque e pequenas pedras que desenham o estilo árabe das suas magníficas cidades imperiais Rabat, Fez, Marrakech, Méknes, ou da romântica e cosmopolita Casablanca.

Podiamos ir no mesmo dia da neve do Atlas ao deserto do Sahara, ou na aventura de moto descobrir o nascer do Sol nas dunas de Merzouga, sentir os perfumes dos roseirais de Ouarzazate e seguir pela rota das caravanas até ao entardecer, no mercado de camelos de Guelmim – um oásis no Sahara onde a luz e as bailarinas da Guedra nos levam aos limites da imaginação.

Quatro cordilheiras com “canyons” vertiginosos, florestas de cedros seculares, neves eternas, vastas planícies cobertas de laranjeiras, palmeirais e amendoeiras em flor, oueds (rios) que se estendem por cordões de verdura até às portas do deserto, guardadas por silenciosas cidadelas de areia.

Faltava-nos só partir para que confrontassemos a realidade e então deixar acontecer – O Despertar dos Sentidos.

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